
O regresso à realidade foi mesmo demasiado brutal. Ir de férias para regressar nestas condições... mais valia nunca sair da rotina.
A implementação do novo software lá na empresa está de vento em popa... e as confusões também. Estou a ter formação desde o ínicio do ano e sinto-me mais ou menos a vontade para enfrentar a mudança que está prevista para Outubro. Mas existe um grande problema: na minha área, fui a única a ter formação. Pelo menos por enquanto. Os meus colegas e até a minha própria chefe vão ter formação intensiva em 2-3 semanas agora em Outubro. O que significa que, quando todos começarem a trabalhar com o "Arco" (não vou revelar o verdadeiro nome do programa para não dar nas vistas) todas as dúvidas que existirem vão sobrar para mim. Ou seja ao invés de estar tranquila no meu cantinho a habituar-me a um novo ritmo de trabalho, vou andar a saltitar de um lado para o outro a ajudar os meus colegas! Já para não falar na formação que eu vou ter de ajudar a dar a umas 16 pessoas...
Escusado será dizer que andamos todos numa pilha de nervos e as chefias continuam calmas achando que tudo vai correr bem e que as produções vão manter-se iguais... O pior é mesmo o nosso prémio de produtividade... ainda ninguém falou nele. Acham que a transição vai ser tão fácil que nem nos vamos prejudicar mas eu duvido que isso aconteça assim. E uma coisa é certa: as despesas são fixas e o ordenado faz falta por inteiro na conta. Gostam muito de nos dizer que o prémio não é um dado adquirido. Mas se nós trabalhamos (se for preciso fora de horas) para atingir um objectivo é mais que óbvio que temos o prémio como garantido. Mas nesta fase de transição, tinha de trabalhar umas 12 horas por dia para alcançar o numero pretendido.
Alguém viu onde foram as minhas férias????